domingo, 8 de fevereiro de 2009

dEsEn(cAntO)

Aqui vai o 1º Rolando Villazón




É triste ver uma voz que há cerca de 40 meses cantou um Alfredo fantástico em Salzburg e agora, pela segunda vez, tem que interromper a carreira pois a voz está desfeita.
Porquê?
A resposta será difícil de obter mas poderemos adiantar algumas hipóteses:
-estar a cantar demasiado;
-estar a cantar personagens não para o seu fach;
-estar a cantar personagens para o seu fach mas sem o amadurecimento vocal necessário;
-outros.

Factos:
-Villazón canta muito (cansaço/fadiga vocal);
-Villazón está constantemente a variar de repertório;
-Villazón como já foi apelidado de o novo Domingo, tentou colar-se ao repertório deste mas esqueceu-se que o plácido Domingo leva uns anitos de avanço;
-deve ter um agente ávido de dinheiro.

É pena isto estar a acontecer, mas cada vez mais é um problema recorrente nos novos cantores, carreiras curtas e são esmifrados até ao tutano.
O tenor Paul Young, que comigo esteve na Suécia no verão passado, está a fazer o PhD dele na área da performance, nomeadamente sobre o encurtamento das carreiras nos cantores clássicos, diz que este problema vai agudizar-se ainda mais. Não é o primeiro mas talvez seja de 
momento aquele que mais se fala.
É muito triste ver uma voz assim começar-se a extinguir-se em 4 anos. 
Nas gravações que circularam da Lucia no Met, às vezes parecia afogar-se.

OntEm

Ontem ouvi pela Antena2, a transmissão radiofónica mais aguardada da temporada: a Lucia di Lammermoor do Met de New York. Uma récita envolta em polémica devido à desistência de Rolando Villazón (diz-se por doença), mas 2 récitas anteriores desastrosas, mostram a todos que o que realmente se passa é que o sr. não está nada bem (vou dedicar-lhe um post). E por outro lado o estarem sempre a pôr em causa a vocalidade de Anna Netrebko. Como bem disse Ana Paula Russo num dos poucos comentários à récita com algum sentido, este papel pode ser abarcado por um número mais abrangente de diferentes fach's, dentro dos sopranos. A tradição é que foi requerendo vozes mais de coloratura para abarcar esta personagem, Callas e Sutherland marcam de tal forma a interpretação que são a referência. Outro factor, os americanos sempre apreciaram vozes mais leves, ou seja, de um fach mais lírico em contraste com os alemães e o resto da Europa de leste mais helden fach's. Esta produção havia sido estreada por Natalie Dessay entremeada por Annick Massis, dois Koloratursoubrette franceses. A temporada passada pela alemã Diana Damrau, também ela um Koloratursoubrette e agora Anna Netrebko um lírico (pesadito).
O cast esteve esplêndido salientam-se Netrebko, com um crescente dramático absolutamente assustador e o tenor substituto Piotr Beczala, que já havia sido o Edgardo de Dessay. Depois de tanto se ter escrito sobre os Mi's b falhados dela nas récitas anteriores, notava-se o nervosismo e o pânico na cena da loucura e acabou por não o cantar no final da ária mas cantou um si b dos mais bonitos que alguma vez ouvi. No final da caballeta cantou o mib e fez o Met cair. As pessoas vão ouvir música ou ao circo ouvir acrobacias?
A récita de ontem foi, mais uma vez, transmitida em HD para alguns teatros espalhados pelo mundo. Portugal? nem devem saber o que isso é? porque não fazer o mesmo? vi a ópera do Emanuel Nunes assim (devo dizer em muito má qualidade).
Outra coisa que me ficou de ontem foram os comentários feitos pelos intervenientes portugueses, Ana Paula Russo e um horrível André Cunha Leal.
1ºexiste algo chamado Internet que nos permite ter acesso à informação daquilo que está a acontecer no mundo da lírica, a blogosfera é uma comunidade de discussão a ter em conta;
2ºfalaram do caso do Villazón, como se ele estivesse com gripe, quando o sr. já esteve parado uma vez por causa de graves problemas vocais;
3ºum desconhecimento das transmissões HD do Met e posterior lançamento destas récitas em suporte digital Dvd ou outros;
4ºcomentários e observações de André Cunha Leal de bradar aos céus;
5ºperguntas sem sentido........................
No geral a música muito bem tocada (Dessay disse que a orquestra do Met era a melhor do mundo) bem cantada.
Agora é só esperar pelo Dvd.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

EncEnAçÃO

Outra nova a ver se pega.
Vou começar pelo grande David McVicar, encenador escocês (que chegou a ter aulas com a Pat), é o encenador da moda. Vi na ENO em Dezembro de 2007 um "The turn of the srew" de topo, com uma Ann Murray que muito me surpreendeu.
Este video que vos deixo é talvez a morte mais bonita que vi em palco. É a cena da morte da Semele de GFHandel cantada pela não menos fantástica Annick Massis. 

cInEmA (dOsE dUplA)

Pois foi, ontem foi dia de ir ao cinema a dobrar, lol. Depois de almoço e depois de jantar.
Changeling e Vicky Cristina Barcelona. Dois registos muito diferentes o 1º um dramalhão o 2º uma comédia de domingo à tarde.
Changeling/A Troca, foi para mim o melhor do dia o filme está magistralmente dirigido por Clint Eastwood, que pasmam-se, compôs a banda sonora. Não sei se o problema era da cópia, mas na sala onde o visionei muitas vezes parecia que saltava a cópia. Gostei do trabalho de direcção de actores, Angelina muito bem dentro da personagem e um John Malkovich irreprensível. Cenários fantásticos e um argumento bem estruturado, não cansa ver o filme.

Já Vicky Cristina Barcelona, foi um flop. Woody Allen aqui é mais um contador de estórias que outra coisa. O filme mostra o contraste EUA/Europa na forma de estar perante a vida, e é isso. Tem algumas situações hilariantes e só. Dá para matar saudades de Barcelona pelas paisagens que aparecem. Não percebo a nomeação de Penélope Cruz para o Óscar de melhor secundária, por uma mulher histérica e descontrolada?

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

yOUtUbE

Impressionante. 74 anos e a cantar assim. Dispensa apresentações, Dietrich Fischer-Dieskau. Canta Im Abendrot D.799 de Franz Schubert.

yOU tUbE

Bom a tecnologia tem coisas boas e coisas más (e???), aparece de tudo.
estória deste vídeo, sem confirmação oficial, a sra. chama-se Dragana del Monaco:
- "Aqui la Historia: Dragana Jugovic del Monaco,mezzo-soprano de nacionalidad serbia y esposa de Claudio del Monaco (Hijo del famoso tenor, Mario del Monaco) Cantaba una Gala en el Teatro Nacional de Novi-Sad (Serbia), Algunos dicen que Dragana fue drogada (Por el mismisimo Claudio) o que al intentar calmar su miedo escénico, a alguién se le fué la mano con los barbituricos y el alcohol.(...)Por desgracia, nadie fué lo suficientemente inteligente como para suspender la representación. Dragana, que no estaba en plenas facultades arruinó su carrera. Un triste final para una gran artista.
Lo más triste de todo esto es que una vez que retiraron a Dragana de la escena, su marido le propinó una brutal paliza que la envió al hospital."

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

cAntO

Lucia Popp, senhora de uma voz linda cristalina, talvez uma das vozes mais bonitas que ouvi alguma vez cantar.
Deixo a gravação da sua última gravação a ária de Vitellia, "Non piu di fiori" da última ópera de W.Mozart La clemenza di Tito.

Esta senhora inicia a carreira como Koloratursoubrette, a cantar um papel de Dramatischer Koloratursopran a Konigin der Nacht. Existe um registo com discográfico, re-lançado nas novas reedições da EMI, sob a direcção de Otto Klemperer ao lado de Gedda e Janowitz.
Ao lado de Janowitz é memorável a sua Susana da Le nozze di Figaro de Mozart.
Existe um sem número de gravações fantásticas com esta senhora. Gravou duas vezes as Vier Letzte lieder, um primor vocal.
Os seus recitais de lied são absolutamente extraordinários.
Há muito para descobrir pela rede, o Youtube pode ser uma pequena amostra.

1911

No dia de hoje na Königliches Opernhaus de Dresden, em 1911, estreava Der Rosenkavalier (op.59) de Richard Strauss. Ópera cómica em três actos. A acção decorre em Wien algures por 1740 nos primeiros anos do reinado da Imperatriz Maria Teresa.

Música absolutamente deliciosa.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

cInEmA

Ontem rumei ao multiplex mais perto de casa para ver o novo filme, O estranho caso de Benjamin Button.
Adorei.
Um cast extraordinário de onde sobressai Brad Pitt. Um fotografia fantástica, uma caracterização da época cuidada e principalmente uma caracterização de Benjamin no seu processo de rejuvenescimento primorosa.
Esta imagem é de uma das cenas mais bonitas do filme.
A estória é baseada num curto conto de F Scott Fitzgerald publicado em 1921 sob o título The Curious Case of Benjamin Button ou Other Jazz Age Stories.
Achei o filme um hino à 3ª. ou 4ª. idade como agora os sociólogos a classificam. Dá um valor imenso aos mais velhos, coisa que na sociedade actual não acontece.
De facto a não perder interpretações brilhantes a nível dos pricipais protagonistas bem como dos secundários.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

cAntO

 
Ando com esta senhora na cabeça desde ontem, Christa Ludwig. Mezzo alemã com carreira marcante no pós 2ªGG, é para mim uma referência. Filha de cantores, o pai (tenor) é uma figura de referência na Alemanha do início do séc. XX e a mãe cantora e prof.ª de canto da filha até à sua morte. Senhora de um aveludado vocal incrível, gravo na minha memória auditiva alguns registos fantásticos, uma Susuki com Freni, uma Adalgisa com Callas e Corelli, uma Canção da Terra com Wunderlich sob a direcção de Otto Klemperer, o mesmo que a dirige numa gravação magistral Fidelio de Beethoven com Vickers.
Com esta personagem Ludwig atreve-se e muitíssimo bem num Fach que não o seu. Nos seus escritos e numa masterclass que vi no canal Mezzo, diz que a única vez que experimentou alguns problemas vocais foi quando ceder à "insistência" de Klemperer para abarcar o papel Leonore/Fidelio.
Neste momento, já nos 80, é júri em festivais de canto e dá aulas na Cotê d'Azur onde vive.



segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

vErgOnhA iii

E continua...........(acho que já não há volta a dar)

Armando Vara promovido na Caixa quando já estava no BCP.

"(...)a Armando Vara foi promovido na Caixa Geral de Depósitos um mês e meio depois de ter abandonado os quadros do banco público para assumir a vice-presidência do Banco Comercial Portugal. O ex-administrador da CGD e ex-quadro da instituição, com a categoria de director, foi promovido ao escalão máximo de vencimento, ou seja, o nível 18, o que terá reflexos para efeitos de reforma. Qual a razão da promoção? A instituição esclarece que, "como é prática comum do grupo, todos os administradores quadros da CGD, quando deixam de o ser, atingem o nível 18 em termos de graduação interna". Esta é uma prática aparentemente única entre os bancos portugueses.(...)".

Não há ninguém que ponha a mão nesta pouca vergonha? Não há vergonha na cara destas pessoas? (pelos vistos não há, nunca houve nem vai haver pois vai tudo continuara assim por os portugueses até gostam de ver gente assim a safar-se na vida).
Vamos todos ficar de braços cruzados não é?
Como eu gosto dos portugueses, gajos porreiros e que não passam necessidades.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A nÃO pErdEr

vErgOnhA ii

E continua, in Correio da Manhã

Parlamento: Contas feitas pelo CM à actual legislatura

Deputados deram quase 5500 faltas

A X Legislatura foi marcada por alguns episódios de faltas generalizadas ou de quórum no Plenário

http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000090-0000-0000-0000-000000000090&contentid=D356B0B1-9ED1-46AB-9371-221A3DE1320F

domingo, 4 de janeiro de 2009

vErgOnhA

Neste país tudo se permite e porquê? porque as pessoas deixam. Os portugueses são gente comodista e que não faz nada em prole do bem comunitário. É a pura verdade, todos reclamam mas na hora de agir todos se calam e não fazem nada, porquê? acho em que o pessoal ainda vive na mentalidade pré-revolução de, se falo sou bufo. Culpa é dos pseudo-políticos tem regem este país, melhor o governam segundo as suas conveniências. A classe política se repararem desde os anos 80 pouco mudou ou seja saem uns e entram outros amigos destes, saindo estes voltam os outros e quando o "desgaste" já mete nojo, arranjam não um tacho mas um trem de cozinha fantástico para os compensar. E depois acontecem situações como a última que veio a lume, para precisar a dos dois gestores da Caixa Geral de Depósitos reformados por invalidez que continuam no activo. Se fosse eu, primeiro tinha vergonha na cara e nem o fazia, mas como foram uns cabrões quaisquer que o fizeram esta tudo bem. Isto vai dar em alguma coisa? NÃO.
Vivemos num país governados por gestores de interesses próprios ou dos amigos de forma a que quando houver desgaste iremediável "eu" possa ter um trabalhito que me dê honorários que dêem para os gastos.
Vivemos num país onde o parlamento, a meu ver, tem gente a mais e onde, pasme-se quem não sabe, tem um orçamento próprio não se gerindo pelo orçamento geral de estado como todas as outras entidades públicas e que são os próprios interessados a gerir os seus honorários.
Vivemos num país onde são criadas novas oportunidades de estudos, com base no percurso do nosso 1º Ministro.
Vivemos num país onde os aumentos anuais das pensões mais elevadas, são muitas vezes maiores que pensões que algumas pessoas recebem. Vergonha.
E isto é culpa de quem? de todos que somos uns pamonhas e não fazemos nada.
CONTINUA

sábado, 3 de janeiro de 2009

cAntO

Anna Netrebko, pois sim a soprano da moda e muito bem achada. Acho-lhe piada e a voz tem evoluído de forma fantástica. Russa de origem começa a trabalhar no Teatro Mariinsky mas como empregada de limpeza, depois de uma audição torna-se a protegida de Gergiev e ainda bem. A princípio a voz da sra. era-me um pouco difícil, mas a insistência dos meus amigos Alberto e Ricardo fez-me ouvi-la com outros ouvidos. Depois de aulas que começou a ter em Itália (uns dizem com Freni outros com Scotto) a voz dela ganhou outra sonoridade. Aí sim, passei a amar. A entrega dela em palco é extraordinária, veja-se a Elvira na ópera tonta I Puritanni e a Violetta de Salzburgo.
Deixo um vídeo, da canção que inicia o seu último trabalho discográfico Souvenirs, destacam-se esta canção e o Pie Jesu do Requiem de ALWebber.
Reparem que estava gravidíssima do Tiago.

Trata-se de uma canção da opereta em três actos Die Csárdásfürstin, em português A Princesa Cigana de Emmerich Kálmán. A estória é simples há um príncipe (Edwin von und zu Lippert-Weylersheim) que se apaixona por uma cantora de cabaret (Sylva Varescue) segue-se toda a trama hilariante até ao final feliz. A acção da opereta decorre entre Budapeste e Viena, onde a obra estreou em 1917.

Post scriptum:Porque é que não se fazem este tipo de óperas em Portugal, talvez fosse a forma de cativar novos públicos...........quem sou eu? Estórias não complicadas e música que fica no ouvido e bonita.
Não nos esqueçamos que Portugal também teve as suas operetas e eram sucessos imensos. Em Aveiro havia duas colectividades que as organizavam e rivalizavam entre si, os Galitos e uma outra que não tenho a certeza se era o Recreio Artístico, só sei que os ensaios decorriam nas antigas instalações dos Bombeiros Velhos junto as Carmelitas.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

lA dEvIA

Toma Ricardo uma prenda de Ano Novo. Alguém que canta e não mia, LOL.
La Devia em concerto de Ano Novo, direcção de George Prêtre com quem a Callas fez as suas últimas Norma's.


AntEnA2

Bom já ando a adiar este escrito há algum tempo, hoje há tempo, aqui vai.
Desde a entrada do sr. João Almeida como director da Antena2, nota-se um desvio na linha musical que este canal de rádio sempre se pautou por ter no espectro musical português. Nem tudo foi mau, houve mudanças interessantes e a introdução de coisas novas muito engraçadas. Escrevo pelas que ficaram más e que eram principalmente os espaços que mais ouvia, espaço manhã cedo e final da tarde.
O espaço da manhã desde não sei quando foi comissionado ao um ?jornalista?, vindo da TSF e foi apresentado como sendo um melómano e tal e coisa.........................o espaço caiu no "cliché" musical e no (atrevo a dizer) mau gosto. Lembro-me de um programa intitulado O Provedor do Ouvinte, ainda com José Nuno Martins, basicamente a podar este programa e outros, o que mudou??nada. Saudades do Victor Nobre e o seu humor matinal e do seu tratamento, horrível, às mulheres que por lá passaram, Ana Telles, Ana Paula Russo, Gabriela Canavilhas. Isso eram acordares fantásticos onde se aprendia algo.
Ritornello, Jorge Rodrigues 'cadê' ele? foi saneado? Lembro-me que ainda do tempo dos inquéritos feitos nos boletins de programação, que continuo a receber, o programa ficava sempre em 1º lugar e merecido. De um momento para o outro desaparece o programa e o Jorge Rodrigues da Antena2..........mistério. Foi substituído por um espaço interessante sim senhor, o Concerto Aberto, mas servido por dois pães sem sal e sem fermento. Sem sal ainda era como o outro agora sem fermento? Com o tempo as coisas deveriam entrar em rotação de cruzeiro mas não, a rapariga pior que o rapaz, vai de mal a pior. Locução sem graça e muitas vezes momentos tipo, "porque é que esta alma do Senhor não ficou calada?"
Acho bem que entre gente nova, mas uma selecção mais acertada convinha e talvez, digo eu, partilharem a antena primeiro com gente mais experiente, não? Acho que é o que normalmente se faz.
Não estou com isto a dizer que sou um saudosista, longe de mim, mas sempre ouvi dizer que em equipa vencedora não se mexe muito.
Por hoje fico por aqui que isto já vai longo e tenho aulas para preparar.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

2009

ano novo, espera-se vida difícil............................

sábado, 27 de dezembro de 2008

bAlAnçO


Estamos a chegar ao final de mais um ano civil e chega-se a altura dos balanços. Vou tentar fazer o deste "espaço" que ainda é novo. Vai ser mais o determinar objectivos do que fazer balanços....

Aqui vai:
*falar de sistemas de classificação vocal no canto clássico, no dos CVT falará a minha amiga Gillyanne Kayes;
                *falar do curso que fiz no verão, com o prof. Sundberg, de Acústica Vocal (já agora ele vem a Aveiro (universidade) já em janeiro dia 14;
                *falar de problemas inerentes ao canto;
*outros (fica bem como nas convocatórias das reuniões,  ihihih)

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

mErI crIsmAs ii

Bem.............. um momento musical único em Rossini.

Está muitíssimo bem cantado pelo amigo Florez, tem 2 ou 3 dias. Foi em Viena.

Este é para o meu amigo Ricardo do blog http://arrufadasearrufos.blogspot.com/

Cantique de Noël, Adolphe Adam
Jonas Kaufmann, tenor
Adventskonzert na Frauenkirche de Dresden.
direcção. Christoph Eschenbach

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

mErI crIsmAs

Bom, bom natal para todos!
As musiquinhas da época e uma prenda, lol.



tv


Por duas noites vi o Liberdade 21, gostei e bastante. Quem me conheçe sabe que ver televisão tem sido só para companhia às refeições. Ultimamente nem lhe tenho posto os olhos em cima.
Gostei do formato, realização inovadora na tv portuguesa um «cast» bem escolhido e bem dirigido. Uma boa aposta e ainda por cima a horas decentes. Bom, de louvar.
Pena os outros trabalhos em tv não terem este cuidado quer na escolha do «cast» (falo dos modelos/actores/expressões empacotadas/broncos; para além de cursos de 2 semanas em representação.....) e com realizações mal feitas e trapalhonas.

A continuar a ver!

domingo, 21 de dezembro de 2008

ApOIO

Apoio incondicional a causas como esta,


segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

cAntO

Escrevo mais um post sobre cantores, desta feita sobre o soprano Felicity Lott, porquê? porque a ouvi esta manhã na Antena2 a cantar R.Strauss. Foram as 2 canções do, pseudo-ciclo,  Vier letzte Lieder op. posth. Gostei. Acompanha a Scottish Orchestra sob a batuta de Neeme Järvi.
Gosto desta senhora a cantar, é muito arsitocrática no seu canto e tem uma carreira invejável. Para mim o seu melhor registo discográfico é no delicioso Cavaleiro da Rosa, Der Rosenkavalier onde canta a parte da Die Feldmarschallin. Existe este registo em video(DVD) e em cd. A gravação é de Março de 1994, ao vivo, e conta com a direcção magnífica de Carlos Kleiber à frente do coro e orquestra da Wiener Staatsoper e de um cast fantástico no qual inclui Anne Sofie von Otter como Octavian, Barbara Bonney como Sophie e Kurt Moll como Baron entre outros.
Dois momentos se destacam nesta ópera e em especial nesta gravação a apresentação da rosa entre Octavian e Sophie e o adoravel trio entre Octavian, Sophie e Marschallin. Simplesmente de levar às lagrimas.
Vi agora do site de Felicity Lott que estará por Portugal na altura do ano novo. Na metrópole como não podia deixar de ser.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

cInEmA ou tElEvIsÃO???


Na passada quinta-feira, depois de ter dado aulas, fui até ao multiplex aveirense do Fórum Aveiro, ver o filme estreado nesse dia. Bom, ainda estou a chorar o dinheiro pago para o ver. O filme é mau, nem sequer medíocre.
Montagem de imagem péssima, as analepses e prolepses deixam qualquer pessoa desorientada ao longo do filme, uma caracterização da Amália velha, horrível (nem em exercícios de caracterização numa escola artística se fazia um trabalho tão mau). Salva-se o som muito cuidado e bem montado.
NÃO GASTEM DINHEIRO A VÊ-LO.
(além disso vai dar na tv)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

EstrEIA


Seguem-se récitas por mais outros lados.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

cInEmA

Na 2ª feira que passou foi ver o filme "Blindness" acho que dar-lhe o mesmo título do livro, não sei.
Gostei, não sou apreciador de Saramago mas gostei da forma como o argumento foi tratado. 
Mais uma vez Julianne Moore brilhante! o resto do cast cumpriu sem grande relevância.
A direcção e a montagem bem como a fotografia gostei muito.
A ver sem hesitações.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

jOrnAdA dE InvErnO


Ontem fui assistir ao recital de lied no Museu de Aveiro. António Gabriel Salgado (pessoa importante na minha vida) barítono e Fausto Neves ao piano. 1º prefiro traduzir Winterreise por jornada de inverno do que pela tradução habitual viagem de inverno porquê, talvez pela ligação que a palavra tem com toda a temática do que a outra.
A sala é boa, Igreja de Jesus, mas não nestas condições está muito frio.
O concerto em si, a sala estava cheia e o ambiente entre os ouvintes como há algum tempo não via numa sala de concertos em Portugal.
O prof.º António Salgado atravessa um período vocal fantástico, embora doente (no domingo pensei que ía cancelar), interpretação brilhante e muito bem cantada.
Passaram ontem 180 anos da morte de Schubert. O sr., onde quer que esteja, ficou safisteito com a sua música interpretada daquela forma

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

terça-feira, 11 de novembro de 2008

cInEmA


Ontem à tarde fui ver o filme francês "Entre les murs/A turma". Melhor do que eu estava à espera. Num tempo em que se discute tanto educação/escola/instrução, o filme não é uma pedra no charco mas sim um pedregulho. Alguns senhores e uma senhora em particular deveriam ir ao cinema e ver uma realidade que começa a ser também nosso em alguns centros urbanos, a multiculturalidade, o desenraizamento e todos os comportamentos inerentes a estas situações.


O filme, ganhador da Palma de Ouro 2008, vive por causa de François Bégaudau, protagonista e autor do texto e do guião desta película (estranho fala-se me película quando hoje em dia é tudo digital).
Recomenda-se o visionamento deste filme a todos, aqueles que acham como funcionam as escolas, àqueles que lá estão e a todos os outros.