sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

cAntO

 
Ando com esta senhora na cabeça desde ontem, Christa Ludwig. Mezzo alemã com carreira marcante no pós 2ªGG, é para mim uma referência. Filha de cantores, o pai (tenor) é uma figura de referência na Alemanha do início do séc. XX e a mãe cantora e prof.ª de canto da filha até à sua morte. Senhora de um aveludado vocal incrível, gravo na minha memória auditiva alguns registos fantásticos, uma Susuki com Freni, uma Adalgisa com Callas e Corelli, uma Canção da Terra com Wunderlich sob a direcção de Otto Klemperer, o mesmo que a dirige numa gravação magistral Fidelio de Beethoven com Vickers.
Com esta personagem Ludwig atreve-se e muitíssimo bem num Fach que não o seu. Nos seus escritos e numa masterclass que vi no canal Mezzo, diz que a única vez que experimentou alguns problemas vocais foi quando ceder à "insistência" de Klemperer para abarcar o papel Leonore/Fidelio.
Neste momento, já nos 80, é júri em festivais de canto e dá aulas na Cotê d'Azur onde vive.



segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

vErgOnhA iii

E continua...........(acho que já não há volta a dar)

Armando Vara promovido na Caixa quando já estava no BCP.

"(...)a Armando Vara foi promovido na Caixa Geral de Depósitos um mês e meio depois de ter abandonado os quadros do banco público para assumir a vice-presidência do Banco Comercial Portugal. O ex-administrador da CGD e ex-quadro da instituição, com a categoria de director, foi promovido ao escalão máximo de vencimento, ou seja, o nível 18, o que terá reflexos para efeitos de reforma. Qual a razão da promoção? A instituição esclarece que, "como é prática comum do grupo, todos os administradores quadros da CGD, quando deixam de o ser, atingem o nível 18 em termos de graduação interna". Esta é uma prática aparentemente única entre os bancos portugueses.(...)".

Não há ninguém que ponha a mão nesta pouca vergonha? Não há vergonha na cara destas pessoas? (pelos vistos não há, nunca houve nem vai haver pois vai tudo continuara assim por os portugueses até gostam de ver gente assim a safar-se na vida).
Vamos todos ficar de braços cruzados não é?
Como eu gosto dos portugueses, gajos porreiros e que não passam necessidades.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A nÃO pErdEr

vErgOnhA ii

E continua, in Correio da Manhã

Parlamento: Contas feitas pelo CM à actual legislatura

Deputados deram quase 5500 faltas

A X Legislatura foi marcada por alguns episódios de faltas generalizadas ou de quórum no Plenário

http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000090-0000-0000-0000-000000000090&contentid=D356B0B1-9ED1-46AB-9371-221A3DE1320F

domingo, 4 de janeiro de 2009

vErgOnhA

Neste país tudo se permite e porquê? porque as pessoas deixam. Os portugueses são gente comodista e que não faz nada em prole do bem comunitário. É a pura verdade, todos reclamam mas na hora de agir todos se calam e não fazem nada, porquê? acho em que o pessoal ainda vive na mentalidade pré-revolução de, se falo sou bufo. Culpa é dos pseudo-políticos tem regem este país, melhor o governam segundo as suas conveniências. A classe política se repararem desde os anos 80 pouco mudou ou seja saem uns e entram outros amigos destes, saindo estes voltam os outros e quando o "desgaste" já mete nojo, arranjam não um tacho mas um trem de cozinha fantástico para os compensar. E depois acontecem situações como a última que veio a lume, para precisar a dos dois gestores da Caixa Geral de Depósitos reformados por invalidez que continuam no activo. Se fosse eu, primeiro tinha vergonha na cara e nem o fazia, mas como foram uns cabrões quaisquer que o fizeram esta tudo bem. Isto vai dar em alguma coisa? NÃO.
Vivemos num país governados por gestores de interesses próprios ou dos amigos de forma a que quando houver desgaste iremediável "eu" possa ter um trabalhito que me dê honorários que dêem para os gastos.
Vivemos num país onde o parlamento, a meu ver, tem gente a mais e onde, pasme-se quem não sabe, tem um orçamento próprio não se gerindo pelo orçamento geral de estado como todas as outras entidades públicas e que são os próprios interessados a gerir os seus honorários.
Vivemos num país onde são criadas novas oportunidades de estudos, com base no percurso do nosso 1º Ministro.
Vivemos num país onde os aumentos anuais das pensões mais elevadas, são muitas vezes maiores que pensões que algumas pessoas recebem. Vergonha.
E isto é culpa de quem? de todos que somos uns pamonhas e não fazemos nada.
CONTINUA

sábado, 3 de janeiro de 2009

cAntO

Anna Netrebko, pois sim a soprano da moda e muito bem achada. Acho-lhe piada e a voz tem evoluído de forma fantástica. Russa de origem começa a trabalhar no Teatro Mariinsky mas como empregada de limpeza, depois de uma audição torna-se a protegida de Gergiev e ainda bem. A princípio a voz da sra. era-me um pouco difícil, mas a insistência dos meus amigos Alberto e Ricardo fez-me ouvi-la com outros ouvidos. Depois de aulas que começou a ter em Itália (uns dizem com Freni outros com Scotto) a voz dela ganhou outra sonoridade. Aí sim, passei a amar. A entrega dela em palco é extraordinária, veja-se a Elvira na ópera tonta I Puritanni e a Violetta de Salzburgo.
Deixo um vídeo, da canção que inicia o seu último trabalho discográfico Souvenirs, destacam-se esta canção e o Pie Jesu do Requiem de ALWebber.
Reparem que estava gravidíssima do Tiago.

Trata-se de uma canção da opereta em três actos Die Csárdásfürstin, em português A Princesa Cigana de Emmerich Kálmán. A estória é simples há um príncipe (Edwin von und zu Lippert-Weylersheim) que se apaixona por uma cantora de cabaret (Sylva Varescue) segue-se toda a trama hilariante até ao final feliz. A acção da opereta decorre entre Budapeste e Viena, onde a obra estreou em 1917.

Post scriptum:Porque é que não se fazem este tipo de óperas em Portugal, talvez fosse a forma de cativar novos públicos...........quem sou eu? Estórias não complicadas e música que fica no ouvido e bonita.
Não nos esqueçamos que Portugal também teve as suas operetas e eram sucessos imensos. Em Aveiro havia duas colectividades que as organizavam e rivalizavam entre si, os Galitos e uma outra que não tenho a certeza se era o Recreio Artístico, só sei que os ensaios decorriam nas antigas instalações dos Bombeiros Velhos junto as Carmelitas.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

lA dEvIA

Toma Ricardo uma prenda de Ano Novo. Alguém que canta e não mia, LOL.
La Devia em concerto de Ano Novo, direcção de George Prêtre com quem a Callas fez as suas últimas Norma's.


AntEnA2

Bom já ando a adiar este escrito há algum tempo, hoje há tempo, aqui vai.
Desde a entrada do sr. João Almeida como director da Antena2, nota-se um desvio na linha musical que este canal de rádio sempre se pautou por ter no espectro musical português. Nem tudo foi mau, houve mudanças interessantes e a introdução de coisas novas muito engraçadas. Escrevo pelas que ficaram más e que eram principalmente os espaços que mais ouvia, espaço manhã cedo e final da tarde.
O espaço da manhã desde não sei quando foi comissionado ao um ?jornalista?, vindo da TSF e foi apresentado como sendo um melómano e tal e coisa.........................o espaço caiu no "cliché" musical e no (atrevo a dizer) mau gosto. Lembro-me de um programa intitulado O Provedor do Ouvinte, ainda com José Nuno Martins, basicamente a podar este programa e outros, o que mudou??nada. Saudades do Victor Nobre e o seu humor matinal e do seu tratamento, horrível, às mulheres que por lá passaram, Ana Telles, Ana Paula Russo, Gabriela Canavilhas. Isso eram acordares fantásticos onde se aprendia algo.
Ritornello, Jorge Rodrigues 'cadê' ele? foi saneado? Lembro-me que ainda do tempo dos inquéritos feitos nos boletins de programação, que continuo a receber, o programa ficava sempre em 1º lugar e merecido. De um momento para o outro desaparece o programa e o Jorge Rodrigues da Antena2..........mistério. Foi substituído por um espaço interessante sim senhor, o Concerto Aberto, mas servido por dois pães sem sal e sem fermento. Sem sal ainda era como o outro agora sem fermento? Com o tempo as coisas deveriam entrar em rotação de cruzeiro mas não, a rapariga pior que o rapaz, vai de mal a pior. Locução sem graça e muitas vezes momentos tipo, "porque é que esta alma do Senhor não ficou calada?"
Acho bem que entre gente nova, mas uma selecção mais acertada convinha e talvez, digo eu, partilharem a antena primeiro com gente mais experiente, não? Acho que é o que normalmente se faz.
Não estou com isto a dizer que sou um saudosista, longe de mim, mas sempre ouvi dizer que em equipa vencedora não se mexe muito.
Por hoje fico por aqui que isto já vai longo e tenho aulas para preparar.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

2009

ano novo, espera-se vida difícil............................

sábado, 27 de dezembro de 2008

bAlAnçO


Estamos a chegar ao final de mais um ano civil e chega-se a altura dos balanços. Vou tentar fazer o deste "espaço" que ainda é novo. Vai ser mais o determinar objectivos do que fazer balanços....

Aqui vai:
*falar de sistemas de classificação vocal no canto clássico, no dos CVT falará a minha amiga Gillyanne Kayes;
                *falar do curso que fiz no verão, com o prof. Sundberg, de Acústica Vocal (já agora ele vem a Aveiro (universidade) já em janeiro dia 14;
                *falar de problemas inerentes ao canto;
*outros (fica bem como nas convocatórias das reuniões,  ihihih)

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

mErI crIsmAs ii

Bem.............. um momento musical único em Rossini.

Está muitíssimo bem cantado pelo amigo Florez, tem 2 ou 3 dias. Foi em Viena.

Este é para o meu amigo Ricardo do blog http://arrufadasearrufos.blogspot.com/

Cantique de Noël, Adolphe Adam
Jonas Kaufmann, tenor
Adventskonzert na Frauenkirche de Dresden.
direcção. Christoph Eschenbach

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

mErI crIsmAs

Bom, bom natal para todos!
As musiquinhas da época e uma prenda, lol.



tv


Por duas noites vi o Liberdade 21, gostei e bastante. Quem me conheçe sabe que ver televisão tem sido só para companhia às refeições. Ultimamente nem lhe tenho posto os olhos em cima.
Gostei do formato, realização inovadora na tv portuguesa um «cast» bem escolhido e bem dirigido. Uma boa aposta e ainda por cima a horas decentes. Bom, de louvar.
Pena os outros trabalhos em tv não terem este cuidado quer na escolha do «cast» (falo dos modelos/actores/expressões empacotadas/broncos; para além de cursos de 2 semanas em representação.....) e com realizações mal feitas e trapalhonas.

A continuar a ver!

domingo, 21 de dezembro de 2008

ApOIO

Apoio incondicional a causas como esta,


segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

cAntO

Escrevo mais um post sobre cantores, desta feita sobre o soprano Felicity Lott, porquê? porque a ouvi esta manhã na Antena2 a cantar R.Strauss. Foram as 2 canções do, pseudo-ciclo,  Vier letzte Lieder op. posth. Gostei. Acompanha a Scottish Orchestra sob a batuta de Neeme Järvi.
Gosto desta senhora a cantar, é muito arsitocrática no seu canto e tem uma carreira invejável. Para mim o seu melhor registo discográfico é no delicioso Cavaleiro da Rosa, Der Rosenkavalier onde canta a parte da Die Feldmarschallin. Existe este registo em video(DVD) e em cd. A gravação é de Março de 1994, ao vivo, e conta com a direcção magnífica de Carlos Kleiber à frente do coro e orquestra da Wiener Staatsoper e de um cast fantástico no qual inclui Anne Sofie von Otter como Octavian, Barbara Bonney como Sophie e Kurt Moll como Baron entre outros.
Dois momentos se destacam nesta ópera e em especial nesta gravação a apresentação da rosa entre Octavian e Sophie e o adoravel trio entre Octavian, Sophie e Marschallin. Simplesmente de levar às lagrimas.
Vi agora do site de Felicity Lott que estará por Portugal na altura do ano novo. Na metrópole como não podia deixar de ser.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

cInEmA ou tElEvIsÃO???


Na passada quinta-feira, depois de ter dado aulas, fui até ao multiplex aveirense do Fórum Aveiro, ver o filme estreado nesse dia. Bom, ainda estou a chorar o dinheiro pago para o ver. O filme é mau, nem sequer medíocre.
Montagem de imagem péssima, as analepses e prolepses deixam qualquer pessoa desorientada ao longo do filme, uma caracterização da Amália velha, horrível (nem em exercícios de caracterização numa escola artística se fazia um trabalho tão mau). Salva-se o som muito cuidado e bem montado.
NÃO GASTEM DINHEIRO A VÊ-LO.
(além disso vai dar na tv)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

EstrEIA


Seguem-se récitas por mais outros lados.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

cInEmA

Na 2ª feira que passou foi ver o filme "Blindness" acho que dar-lhe o mesmo título do livro, não sei.
Gostei, não sou apreciador de Saramago mas gostei da forma como o argumento foi tratado. 
Mais uma vez Julianne Moore brilhante! o resto do cast cumpriu sem grande relevância.
A direcção e a montagem bem como a fotografia gostei muito.
A ver sem hesitações.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

jOrnAdA dE InvErnO


Ontem fui assistir ao recital de lied no Museu de Aveiro. António Gabriel Salgado (pessoa importante na minha vida) barítono e Fausto Neves ao piano. 1º prefiro traduzir Winterreise por jornada de inverno do que pela tradução habitual viagem de inverno porquê, talvez pela ligação que a palavra tem com toda a temática do que a outra.
A sala é boa, Igreja de Jesus, mas não nestas condições está muito frio.
O concerto em si, a sala estava cheia e o ambiente entre os ouvintes como há algum tempo não via numa sala de concertos em Portugal.
O prof.º António Salgado atravessa um período vocal fantástico, embora doente (no domingo pensei que ía cancelar), interpretação brilhante e muito bem cantada.
Passaram ontem 180 anos da morte de Schubert. O sr., onde quer que esteja, ficou safisteito com a sua música interpretada daquela forma

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

terça-feira, 11 de novembro de 2008

cInEmA


Ontem à tarde fui ver o filme francês "Entre les murs/A turma". Melhor do que eu estava à espera. Num tempo em que se discute tanto educação/escola/instrução, o filme não é uma pedra no charco mas sim um pedregulho. Alguns senhores e uma senhora em particular deveriam ir ao cinema e ver uma realidade que começa a ser também nosso em alguns centros urbanos, a multiculturalidade, o desenraizamento e todos os comportamentos inerentes a estas situações.


O filme, ganhador da Palma de Ouro 2008, vive por causa de François Bégaudau, protagonista e autor do texto e do guião desta película (estranho fala-se me película quando hoje em dia é tudo digital).
Recomenda-se o visionamento deste filme a todos, aqueles que acham como funcionam as escolas, àqueles que lá estão e a todos os outros.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

cAntO

Passa hoje mais um aniversário sobre o cada vez mais, por mim, amado Franco Corelli. Acho que deve ser recordado, 1º é tenor, 2º  definitivamente cantava sublimemente.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

cAntO

Nova secção, a ver se pega, onde vou pôr gente a cantar.
Começo pela grande Cristina Deutekom, Dramatischer Koloratursopran onde ganhou reconhecimento, principalmente pelas suas Köningin der Nacht da Die Zauberflöte de Mozart. Com o amadurecer natural da sua voz abarcou papeis mais pesados do repertório tais como Verdi e bel-canto italiano do séc. XIX.



o melhor da sra em causa

cOnsIdErAçÕEs

Como é sabido estive à bem pouco tempo em Londres, aproveitei ao máximo para ver tudo o que me era possível nos dias em que lá estive. Teatro, ópera, recitais e visitas aos museus e outros espaços culturais......
Duas noites seguidas na ENO, três óperas, Cavalleria rusticana, Pagliacci e Partenope, todas cantadas em inglês.

1ª noite 15 de Outubro Cavalleria e Pagliacci
Ambos os elencos eram bastante bons mas o do Pagliacci melhor e essa ópera tambem funcionou melhor em inglês, excelente trabalho de tradução e escrita de algumas partes com situações e expressões idiomáticas.
O cast da Cavalleria era bom, talvez para o barítono Roland Wood a personagem seja ainda cedo, uma Mamma Lucia (Kathleen Wilkinson) fantástica que no final em vez de cantar o lá escrito canta o dó escrito para a Santuzza abafando o resto do elenco. Muito bem encenado o cenário simples mas que cumpria a ideia do encenador. A cena foi localizada nos anos 30/40 do séc. XX talvez antes da 2ª GG. O cenário tinha o necessário e tudo tinha um sentido unificador na estória.
O melhor de tudo o coro. Ouvi o melhor coro de ópera, alguma vez por mim ouvido ao vivo. Brilhante poderoso super preciso, mesmo fora de cena e a abandonar a cena.
Um espectáculo + de 4 estrelas.
O cast do Pagliacci era excelente, enquanto actores e enquanto cantores, a cena tem lugar num qualquer teatro de província inglesa nos anos 70 do séc XX. Mais uma vez o coro esteve fantástico e sobressaiu do elenco o barítono Christopher Turner. A terrível ária do tenor precedida no não menos terrível recitativo, Recitar, foi bem cantada e bem posta em cena. A cena final foi hilariante, a cena é trágica mas estava de tal forma tão bem conseguida que conseguiu arrancar uma gargalhada do público inglês. O cenário bem conseguido, bem construído e uma direcção musical assinalável nas duas óperas.
2ª noite Partenope de Handel.
Cast superlativo, direcção musical arrebatadora com instrumentação antiga. 5 estrelas.
A cena estava localizada nos anos 20 em Paris de França, cenário fantástico, figurinos adequados e movimentação em cena absolutamente a que tinha que ser. Existe um trabalho fantástico dos actores/cantores que não cuibem de deixar de fazer alguns malabarismos enquanto cantam.
O 2º acto da ópera é diabólico recitativo-ária de bravura o tempo todo e para todos. Destacou-se do muito bom, de todos, Christine Rice que já tinha visto cantar nesta mesma sala o Nerone da Agrippina de Handel.
Quem tiver oportunidade de ir a Londres entretanto vá a ENO, que fica no Coliseu de Londres, pois esta produção está em cena até 12 de Novembro.
Cast: John Mark Ainsley, Rosemary Joshua, Christine Rice, Iestyn Davies, Patricia Bardon e James Gower.
Vale mesmo a pena ir, são três horas de meia de espectáculo fantástico.

OrgUlhO nAcIOnAl


Quadro de honra da Guildhall School of Music and Drama em Londres. Uma das mais prestigiadas escolas artisticas mundiais. Trata-se da Gold Medal atribuida na categoria de interpretação à portuguesa Beatriz Betarda que concorreu, enquanto aluna da escola, contra os colegas nativos e falantes do inglês como 1º língua. É um orgulho entrar na GSMD e ver o nome dela lá inscrito, bem como alento para os portugueses que lá estudam.

sábado, 25 de outubro de 2008

cOnsIdErAçÕEs

Começo pelo fim, as minhas incursões recentes pelo mundo da lírica nacional e londrina.

Ontem estive no Coliseu a assistir à produção do Teatro da Trindade da ópera «O Elixir do Amor» em português, a ópera foi composta por Gaetano Donizetti e estreada em Maio de 1832.
A produção de ontem, que começou digressão pelo Porto depois de residência em Lisboa, conta com uma encenação, HORRÍVEL, de Maria Emília Correia.
Do elenco não vou falar, pois esteve bem dadas as circunstâncias, tirando o facto de o papel de Belcore estar a ser cantado por um tenor que pensa que é barítono. A direcção musical cumpriu mas pecou pelo facto de não ter permitido cedendos no canto, principalmente nas árias e nas cadências. Faltou-lhe a característica principal deste tipo de repertório, da ópera italiana do séc. XIX de resto, cumpriu e bem. Terá sido o maestro a não permitir cadenciar para cima? se assim foi temos em vista um novo Mutti. O coro esteve muito bem, super correcto musicalmente e com uma fusão assinalável.

Agora o pior,  a encenação e tudo que ela envolve.
Foi tão má que pela primeira vez na vida "buei" uma encenação (não que eu tenha alguma vez "buado" algum espectáculo. Deu vontade à 'boa' maneira italiana de a chamar "putana da Granja". Um espectáculo deplorável como nunca tina visto num palco de um teatro. Tento encontrar adjectivos para o descrever mas o único que sai não é adjectivo é um substantivo feminino, merda. Uma falta de gosto atroz, actores/cantores mal dirigidos.
O público do Porto tem por hábito acolher bem o teatro lírico, não fosse uma tradição já secular, no intervalo do espectáculo era evidente o descontentamento e alguma perplexidade pelo espectáculo deplorável que estava a assistir. Houve gente que não voltou à sala após o intervalo. Eu só fiquei por consideração aos cantores, alguns colegas de universidade, pois se foram os únicos que naquela amalgama de mau gosto mesmo assim conseguiram impor-se.
Daquilo que foi percebendo a cena passar-se-ia à beira-mar, algures numas dunas. Explique-me sra. encenadora o cortador de relva numa das últimas cenas da ópera. Explique-me por favor a hélice de uma torre eólica no final. Explique-me a brejeirisse nas piadas de cariz sexual. Explique-me o friso com tubos de ensaio e outra parafernália laboratorial numa das cenas. Explique-me os detergentes, agentes corrosivos, que eram ingeridos pelos actores como se de substâncias bebíveis se tratassem; ter em atenção as crianças que assistiam e o facto das embalagens serem de produtos conhecidos e facilmente encontrados em qualquer casa.
A lista é de alguma forma interminável...
Pergunto-me como é que com tanto dinheiro, o luxo dos cenários e seus adereços era evidente, se constroi um espectáculo tão deplorável. Só mesmo em Portugal este tipo de espectáculos é possível.
Devo salientar que o director do Teatro Nacional à pouco exonerado do cargo, pelo que sei por incompetência, era a 9ª vez que via o espectáculo e cada vez mais adorava o espectáculo. Estamos entregues aos bichos.
Quer parecer-me que quem gere as artes neste país é gente completamente incluída nesta cultura vigente em Portugal do mau gosto, incompetência e desprovidos de cérebro.

Infelizmente isto parece não acabar, a sra. visada vai encenar no Teatro de São Carlos uma das óperas de repertório de referencia Don Giovanni de Mozart. Sem mais comentários.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

vIAgEns




Tal como já tinha dito, fui a magnífica cidade de Londres na semana que passou. De 14 a 18 deste mês. Viagem hiper barata, e viva os low cost, e estada super interessante, concertos, récitas, peças de teatros.....................um espectáculo. E claro na companhia de amigos que por lá andam a estudar, na terra da minha prima Elizabete. LoL.

vIAgEns




Estive em Itália numa curta estada, fui 4ª e voltei 6ª, para um acontecimento muito importante. O casório do meu grande amigo Tiago Cassola.

vOltEI


Olá a todos!
Voltei, de duas formas ao blog e a casa.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

mAr ii



Mais um dia (tarde) de praia lindo!